Zoológico do EUA pede desculpa por enjaular jovem negro com macacos em 1906

agosto 05, 2020


Capturado no Congo e levado para os Estados Unidos. O congolês Ota Benga, foi a vítima de uma das histórias mais vergonhosas de racismo.

Em 1906, Benga ficou conhecido na exibição racista no Zoológico de Bronx, Nova York. 



O congolês chegou ao país sob responsabilidade de um missionário, que o enjaulou e colocou em exposição junto com macacos. De trajetória sofrida e membro do povo Mbuti, o rapaz levou uma vida cheia de tragédias.


Em algumas ocasiões, Ota andava livremente pelo zoo para entreter os visitantes, mas a maior parte do tempo, era colocado em uma jaula no setor dos macacos. Ota tinha dentes afiados, o que era uma tradição em sua tribo. Exploração que atraia até 40 mil visitantes por dia.


Após protestos de movimentos negros e alguns grupos religiosos, anos depois, Ota Benga foi liberto e conseguiu moradia na Virgínia, na casa de uma viúva e seus filhos. O rapaz chegou a frequentar a escola e até encontrou trabalho em uma fábrica de tabaco. Porém, aos 32 anos de idade, ele roubou uma arma, se trancou em um barracão que havia diante de onde ele morava e cometeu suicídio.


Após 114 anos, o zoológico de Bronx emitiu uma nota, pedindo desculpas por ter mantido Ota Benga, enjaulado com macacos e exposto aos visitantes.


A Wildlife Conservation Society, organização que administra o zoológico, afirmou que "lamenta profundamente que muitas pessoas e gerações tenham sido feridas" e que reconhece "que o racismo aberto e sistêmico persiste, e nossa instituição deve desempenhar um papel maior para enfrentá-lo".





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