Justiça não acreditava em vítimas violentadas por R.Kelly pelo fato de serem mulheres negras

maio 18, 2020


Sobrevivi a R. Kelly  é um documentário disponível no catálogo do Netflix que detalha as alegações de abuso sexual e psicológico contra o cantor americano Robert "R." Kelly (que ele negou). O documentário revela histórias de mulheres negras que acusam o rapper afro-americano R. Kelly, atualmente preso. 

Isto não é surpreendente. Estudos americanos mostram que meninas negras e mulheres trans são hiper vulneráveis a prática de abuso.


Mesmo após as denúncias e testemunhas a favor das vítimas, boa parte dos fãs do cantor continuam se unindo e até culpando as vítimas. 

Um jurado do julgamento de pornografia infantil de Kelly em 2008, onde Kelly foi absolvida, disse que não acreditava no testemunho de mulheres negras por causa de como se vestiam e "da maneira como agem". 

Essas percepções se resumem a uma realidade perturbadora: mulheres e principalmente negras não são vistas como vítimas. Em vez disso, são vistas como merecedoras de dano ou incapazes de serem prejudicadas. Isso perpetua um longo legado de impunidade pela violência contra mulheres negras, meninas e pessoas trans.

O filme retrata exatamente isso, e chegou a levantar questionamentos. Para muitas pessoas que assistiram ao documentário e ouviram diretamente das vítimas detalhes do abuso sexual sofrido, levantou-se uma pergunta preocupante: Kelly continuou popular e em grande parte não enfrentou consequências criminais porque seus acusadores são mulheres negras?

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