Estudante vítima de racismo em escola do Rio ganha 2 bolsas integrais em colégios particulares da Zona Sul

maio 24, 2020


Estudante do colégio particular Franco-Brasileiro, na região de Laranjeiras, Ndeye Fatou Ndiaye, de 15 anos, foi mais uma jovem vítima de racismo.  
De família senegalesa, a jovem denunciou à série de ataques sofridos através de um grupo de Whatsapp, entre colegas de turma.

Na conversa, os adolescentes afirmaram: “Dou dois índios por um africano”, “quanto mais preto, mais preju", “fede a chorume”,  “Um negro vale um pedaço de papelão”.

Depois dos ataques, o pai de Ndeye Fatou Ndiaye decidiu tirar a jovem da escola. Nesta sexta-feira (22), a delegada responsável por investigar o caso identificou cinco adolescentes suspeitos de enviar as mensagens discriminatórias.


Em entrevista para o portal G1, o pai de Fatou, Mamour, disse que decidiu tirar a filha do colégio depois dos ataques. Ele afirma que o colégio enviou um ofício ao Conselho Tutelar, mas que a filha e ele decidiram não permanecer na escola.

"Você, mãe ou pai, você deixaria a sua filha ou filho sentar ao lado de alguém que quer vendê-la na internet? Como seria a autoestima do seu filho que quer buscar o saber?", diz Mamour.

Após a decisão da família de trocar Fatou de escola, dois colégios da Zona Sul carioca ofereceram bolsas integrais à estudante, “Independentemente de onde eu estiver vou continuar lutando!”, disse a jovem.

(Reprodução/Instagram)


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