Supremacistas brancos querem contaminar pessoas negras

abril 14, 2020

Grupos supremacistas brancos motivados por discursos de ódio e racismo planejavam atacar vizinhanças não-brancas.
A notícia foi veiculada após investigação feita através de mensagens criptografadas pelo Telegram, grupos organizavam como seriam os ataques e diziam que precisavam passar “o máximo de tempo possível em lugares públicos com os ‘inimigos’” para conseguir transmitir o vírus do covid-19.

Segundo o jornal norte-americano ABC Times, em 24 de março, Timothy Wilson, 36, foi baleado e morto pelo FBI enquanto se preparava para atacar um hospital na área de Kansas City, onde pacientes negros com o coronavírus estavam sendo tratados.

O FBI já havia identificado Wilson como um “extremista potencialmente violento” que considerou atacar uma mesquita, uma sinagoga e uma escola com um grande número de estudantes negros antes de se instalar no hospital. Ele morreu em um tiroteio quando oficiais federais tentaram prendê-lo. Horas antes de sua morte, Wilson havia postado mensagens anti-semitas em dois grupos supremacistas brancos no aplicativo de mensagens Telegram. 


Nos canais do Telegram de acesso aberto, com milhares de membros, a revista TIME observou usuários compartilhando memes e mensagens - alguns expressos em suposta ironia - incentivando as pessoas com a doença a infectar pessoas negras. Outras mensagens vistas pelo TIME comemoraram a disseminação do vírus em Israel e na África; ainda mais reclamado, usando linguagem racista.

O Telegram declara em seu site que não se envolverá os discursos em "censura politicamente motivada". Ele diz que, embora remova conteúdo terrorista, "não bloquearemos ninguém que expresse pacificamente opiniões alternativas". Mas analistas argumentam que grande parte do conteúdo da supremacia branca no Telegram atende à definição de terrorismo. 


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