Brasileiras lideram em tempo recorde estudo sobre o coronavirus

março 01, 2020




O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, publicou nesta sexta-feira (29) o sequenciamento genético completo do primeiro caso o novo coronavírus SARS-CoV2 do Brasil e da América do Sul — de um paciente de 61 anos, morador de São Paulo.



Estudo liderado por pesquisadores coordenados por Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da agência de fomento Fapesp. Ela desenvolve pesquisas sobre o mapeamento do Zika no Brasil. Ao lado dela, estava Claudio Tavares Sacchi, do Instituto Adolfo Lutz. 
Segundo a pesquisadora Jaqueline Goes de Jesus, do Instituto de Medicina Tropical, o sequenciamento por nanoporos (poros em escala nanométrica) foi feito em um dispositivo portátil inovador lançado pela startup britânica Oxford Nanopore Technologies. Ele se conecta a um software que funciona como uma “tecla SAP”, ou seja, é capaz de “traduzir” o genoma.
“Desde a década de 1970 se faz sequenciamento genômico e a ideia era fazer sequenciamento em campo e trabalhar em tempo real. Esse sequenciador é menor que um celular e conectado a um computador por meio de um cabo USB. Consegue fazer um sequenciamento da célula de fluxo, como se fosse um chip onde estão os nanoporos. Dentro dele, colocamos as sequencias da amostra que vai ser “lida” ao passar pelos poros”, explica a pesquisadora.



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