Mangueira é a campeã do carnaval 2019 do Rio

março 06, 2019


Reprodução Rio Tur

Com aproximadamente 3500 componentes, a escola de samba Estação Primeira de Mangueira fez história ao homenagear a vereadora Marielle assassinada em março do ano passado e aos heróis negros do Brasil. "Ao dizer que o Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis 'dignos' de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma 'princesa' e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo".



Para conquistar o seu 20º título, a Mangueira deu uma aula de história na Sapucaí. Mas foi uma história com destaque para heróis da resistência negros e índios em vez dos personagens tradicionais das páginas de livros escolares do Brasil. 
Além do destaque a Marielle, a escola fez questão de mostrar tempos de ditadura e finalizou com a bandeira “Índios, Negros e Pobres”, substituindo a frase “Ordem e Progresso”.


Foto: Marcos Serra

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