PM confunde guarda-chuva com fuzil e mata garçom no Rio

setembro 20, 2018




'Toda favela é um campo de extermínio do povo preto'


(Reprodução/Internet)


Na ultimo segunda-feira (17) aproximadamente às 19h00, o vigia de um bar Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, de 26 anos, descia a rua de sua casa na comunidade Chapéu Mangueiras eira no Rio De Janeiro, para esperar a esposa e seus filhos. Rodrigo carregava um guarda-chuva preto e um suporte para carregar seu filho de 10 meses(canguru).
Segundo os relatos de pessoas que estavam na próximas, três disparos foram ouvidos, vindos da direção da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Na sequência, Rodrigo percebeu que estava baleado. O vigia teria sido confundido por conta do guarda-chuva, que simulava um fuzil e o “canguru” que na visão da polícia parecia um colete à prova de balas. Rodrigo não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Um morador que acompanhou a cena informou. “A polícia desceu correndo, achou que ele estava com colete e com fuzil, e atirou. A PM não só atirou, como matou o homem”, acrescentou. “Não estava tendo operação naquela hora. Não teve troca de tiro”, ressaltou.

Os moradores da comunidade indignados, protestaram com guarda-chuvas do mesmo modelo que Rodrigo segurava quando foi morto. As postagens tinham a seguinte legenda: “É só na favela que guarda-chuva é confundido com fuzil” e “Toda favela é um campo de extermínio do povo preto.”
(Reprodução/Instagram)


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