Advogada negra é algemada ao pedir para rever processo em fórum de Caxias

setembro 11, 2018

Na manhã desta segunda-feira (10), a advogada e doutora Valéria Santos foi algemada e presa após persisitir em rever processo de um cliente no Juizado de Duque de Caxias no estado de Rio de Janeiro. 

(Reprodução/Internet)

Alguns videos que circulam na internet, mostram o momento exato da prisão da advogada "Estou indignada de vocês, como representantes do Estado, atropelarem a lei. Tenho o direito de ler a contestação e impugnar os pontos da contestação do réu. Isso está na lei! Não estou falando nada absurdo", diz a bacharel.

Segundo informações, a prisão foi decretada pela juíza que la estava, após a advogada pedir a presença do delegado da Ordem de Advogados ou algum representante da OAB/RJ estivesse presente, e a juíza então solicitou a policia a retirada de Valéria Santos do local.



"Estou indignada de vocês, como representantes do Estado, atropelarem a lei. Tenho o direito de ler a contestação e impugnar os pontos da contestação do réu. Isso está na lei! Não estou falando nada absurdo", diz a bacharel.

"Não vou sair. Estou no meu direito. Estou trabalhando, não estou roubando. Eles estão preocupados com audiência e querem atropelar a lei... Que isso? Que país é esse? E depois vocês querem reclamar de políticos que roubam se vocês que são advogados não estão respeitando a lei" conclui.

Após indignação, a advogada aparece no video já algemada, sentada no chão da sala de audiências, próxima à porta, cercada por policiais militares, afirmando diversas vezes que só quer exercer “o direito de trabalhar”.



Valéria foi levada para a 59ª DP (Caxias) e liberada após intervenção da OAB-Rio, que repudiou de forma veemente o caso. "Uma advogada da subseção de Duque de Caxias foi algemada em pleno exercício profissional! Nada justifica o tratamento dado à colega, que denota somente a crescente criminalização de nossa classe. Iremos atrás de todos os que perpetraram esse flagrante abuso de autoridade. Juntos somos fortes”, afirmou o presidente da comissão, Luciano Bandeira. 

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