Ex-aluna de escola pública consegue nota 1000 na redação do Enem e passa em Medicina na UFRJ

fevereiro 09, 2018


(Reprodução / Internet 



Beatriz Servilha é filha do pedreiro Junior e da telefonista Renata, com apenas 19 anos, foi uma das poucas pessoas a alcançar nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Sendo assim, aprovada ainda no curso de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das vagas mais concorridas no País. 

“Sempre quis provar a eles (pais) que filha de pobre também pode ser médica”, comentou Beatriz.  

“Era meu 3º ano tentando entrar na faculdade. Eu sabia que minha família não teria condições de manter meus estudos. Mas, mesmo assim, nunca me direcionaram para outra área. Nossa situação financeira não me impediu de correr atrás do que eu queria”, contou a jovem para o G1.

Beatriz comemorou ao ver que o tema tratava-se dos “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", pois a ela havia estudado Libras há dois anos e ainda é intérprete da língua de sinais para os fiéis da igreja que frequenta. 

“Não achei tão difícil, porque tenho contato direto com a comunidade surda, que me impulsionou a continuar”, afirma Beatriz.
A jovem que foi aprovada pelo sistema de cotas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pelas cotas de estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo.  Defende o sistema de cotas.

“Isso não é sistema de benefício a ninguém. É a forma de o governo corrigir um erro que é deixar o negro de lado, negligenciar a educação do pobre. Por anos, não tive matemática nem biologia”, concluiu Beatriz.



"Filha de pobre também pode ser médica", comemora a jovem Beatriz Servilha, de 19 anos. Ela foi aprovada pelas cotas de estudantes de escola pública, autodeclarados pretos e com baixa renda familiar.

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